O E.V.A. (etil-vinil-acetato, ou etileno-acetato de vinila) é um copolímero de lenta decomposição.


    O E.V.A. (etil-vinil-acetato, ou etileno-acetato de vinila) é um copolímero de lenta decomposição.
Ao contrário dos materiais termoplásticos, que podem ser amolecidos e endurecidos repetidas vezes, termofixos como o E.V.A. solidificam-se através de uma reação química não-reversível por calor. Isso significa que os derivados de E.V.A. não são facilmente recicláveis como os de outras resinas. A disposição de resíduos de E.V.A. constitui um sério problema ambiental. Atualmente, não existem determinações governamentais ou regulamentações específicas a este material.
    As resinas de E.V.A. não são definidas como perigosas, segundo a NBR- 10.004 ((Classificação de resíduos sólidos - ABNT), de forma que, de acordo com a legislação vigente, seus derivados podem ser descartados em aterros sanitários licenciados. A ausência de instâncias reguladoras não permite o estabelecimento do volume exato de resíduos descartados, mas estimativas de profissionais da área sugerem grandezas da ordem de 140 toneladas por mês, para o Estado de São Paulo – o equivalente a 1680 m3 de espaço ocupado em aterros sanitários por mês, ou mais de 20.000 m3 por ano (fonte: Haiti). 
   Considerando-se que os depósitos municipais e particulares encontram-se perigosamente próximos de sua capacidade-limite, e conhecendo-se ainda o grande potencial deste resíduo enquanto matéria-prima para a atividade artesanal, artística e pedagógica, e a existência de processos industriais dentro dos quais pode ser incorporado com resultados satisfatórios, tal desperdício representa uma incongruência e um dano ambiental que pode e deve ser evitado.

Uma Boa iniciativa "Alguém esta trabalhando na reciclagel do eva"
Relatado em artigo publicado  pela Engenheira quimica Aline Marques Rolim "Para ver" A empresa estudada em seu trabalho, a MAISON Indústria e Comércio de Artefatos de Cimento Ltda., desenvolveu um processo que permite a utilização de sobras e aparas de EVA como agregado para a elaboração de argamassas e concretos para o emprego na fabricação de blocos para paredes, painéis para casa moduláveis, etc. Esta experiência pode ser apresentada como uma solução para a destinação dos resíduos de EVA gerados pelo setor calçadista.
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